21 setembro 2017

Quinze Dias - Vitor Martins


Quinze Dias foi escrito por Vitor Martins, publicado pela Globo Alt e possui 208 páginas.

Felipe é um adolescente inseguro, tímido e tem um crush que é o vizinho do 57 e sofre bullying pelos amigos da escola. A coisa que ele mais anseia são as férias escolares e quando chega, Felipe, é surpreendido com Caio na sua casa durante quinze dias.

Os pais de Caio estão em viagem de lua de mel e como sua mãe é daquelas mães loucas e surtadas, ela não confia em deixar seu filho sozinho em casa então Felipe vai ter que lidar com toda a insegurança tendo Caio ao lado. E a partir daí começa toda a história de amadurecimento e de descobertas tanto de Felipe quando de Caio.

Eu acompanho o Vitor já tem um tempo e nosso gosto para livros é muito parecido. Basicamente tudo que ele fala que é bom e eu leio, eu acabo gostando. E ele sempre falava de coisas que ele sentia falta nos livros ou que podiam ser melhoradas e eu acho que quinze dias é isso. Tudo o que ele gostava junto com as ideias de melhorias que ele via nos livros então eu terminei o livro dando 5 estrelinhas e amando.

O livro tem uma linguagem bem simples e apesar de falar sobre bullying e das dificuldades de ser gordo, é uma leitura super leve e divertida. O Felipe tem alguns medos e inseguranças muito parecidos com o que a gente vive no dia a dia como: não saber o que falar quando fica aquele silêncio constrangedor, não saber o que vestir, ter medo de entrar na piscina e as pessoas verem sua barriga caída ou até meso ficar pensando como seria o primeiro beijo e etc.

Consegui me identificar com muitas coisas que ele passa mas o que eu mais gostei foi de conhecer um pouco mais sobre os dramas de ser gay e gordo que são coisas que eu não passo no dia a dia mas sei como as pessoas são maldosas e o livro nos mostra isso. 

Acho que é um livro para todos e para todas as idades e se você estiver passando por alguma experiência do tipo "se assumir ou bullying" talvez possa pegar um pouquinho da coragem de Felipe e passar por cima disso tudo.

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19 setembro 2017

Brothers: A Tale of Two Sons


Quando eu era criança meu passatempo favorito era passar o dia jogando com os meus primos e eu revivi isso alguns dias atrás jogando Brothers junto com meu namorado. A experiência foi incrível e o jogo é tão legal que eu quis compartilhar um pouquinho deles com vocês.

Brothers: A Tale of Two Sons conta a história de dois irmãos que estão em busca da "água da vida" para curar a doença de seu pai. Então eles partem para longe do vilarejo nessa aventura que é encontrar a árvore que contém essa cura. Logo no começo do jogo nós descobrimos através de um flashback que a mãe dos garotos morreu afogada então esse é um conto de fadas mas um daqueles bem sombrios e sem final final feliz.




Eu sei que para quem joga isso não é nenhuma novidade, mas foi muito diferente para mim, jogar controlando os dois personagens ao mesmo tempo com o botão analógico. No jogo, precisamos controlar os dois irmãos e o mais legal de tudo é que algumas coisas devem ser feitas em conjunto e outras só o mais velho consegue por conta da força. Já o mais novo fica com a agilidade e tarefas como passar por grades e pegar chaves, já que ele é menor.

Os cenários do jogo também são incríveis e logo no começo é tudo muito obscuro passando por obstáculos como corpos no meio do caminho, alavancas que precisam ser empurradas e alguns jogos de lógica para saber o que fazer e pra onde ir. Não existe nenhum diálogo mas é possível se comunicar através dos gatilhos do controle.

As músicas também merecem uma atenção especial, pois elas dão uma emoção a mais.


A gente também se depara algumas situações onde a gente pode escolher ajudar ou não alguma pessoa e teve uma situação dessas que eu leve um mega susto. Não vou falar o que é para não dar spoiler mas se preparem para encarar algumas coisas sinistras.

Acho que o único ponto negativo do jogo é que ele é super curtinho e termina bem rápido, mas da para aproveitar cada minuto. Eu terminei encantada e com vontade de jogar outro no mesmo estilo. Aliás, se vocês tiverem indicações de joguinhos maneiros podem deixar nos comentários. :D

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14 setembro 2017

Espalhando amor por São Paulo #setembroamarelo


Acho que todo mundo conhece ou pelo menos já ouviu falar sobre o Setembro Amarelo que é uma campanha sobre a prevenção do suicídio. O principal objetivo da campanha é a conscientização sobre a prevenção do suicídio, buscando alertar a população a respeito da realidade da prática no Brasil e em todo o mundo. Para o Setembro Amarelo, a melhor forma de se evitar um suicídio é conversando a respeito do problema.

E foi justamento isso que eu e a Ana do Blog Vep fizemos. Nós fomos no parque do Ibirapuera em São Paulo e colamos alguns post-its com mensagens para as pessoas que estão passando por algum momento difícil ou tem depressão ou está pensando em cometer suicídio. 

Esse mês diversas páginas no facebook estão fazendo postagens com o tema e a gente também queria fazer alguma coisa para contribuir com a campanha e essa foi a forma que a gente encontrou de ajudar alguém. 




A Ana fez um videozinho para o canal dela falando um pouquinho mais sobre o #setembroamarelo e você pode conferir o vídeo aqui embaixo. 


No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram para este grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo a organização, poucos países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 relatam possuir uma estratégia nacional para isso.


A gente também aproveitou para levar alguns livros que tratam de suicídio para fotografar então se você estiver buscando alguma indicação a gente indica esses que são todos muto bons. Meus favoritos são o Último Adeus da Cynthia Hand que vai falar sobre quem fica quando alguém decide tirar a própria vida e Por lugares incríveis vai falar sobre dois jovens que se conhecem a partir de um interesse em comum: o suicídio. As duas histórias são bem fortes e pesadas mas acho que elas retratam muito bem os dois lados, sabe? O lado de quem está sofrendo e comete suicídio e o lado de quem fica e se sente culpado por não ter visto que alguém tão próximo estava pensando nisso.

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